Aprendendo o valor do amor próprio

Hoje meu post não é uma resenha e nem falando a respeito de algum tipo de programa bacana, é um desabafo pessoal e algo que vejo que muitas mulheres passam hoje em dia. É sobre amor próprio, sobre auto-estima, sobre em como nos aceitarmos exatamente como somos.
soumeuamormaior
Bem, hoje tenho 37 anos e desde minha adolescência vivo brigando com o espelho (sim espelho e não balança). Até em épocas em que estive mega magra minha baixo estive às vezes vinha à tona.

Desde que me entendo por gente, cada época um padrão de beleza é estabelecido e as capas de revistas e tv estão sempre nos mostrando e impondo isso de alguma forma. E ai de quem não se enquadre nesse padrão. Coitada, senta e chora, pq será vista como fora dos padrões. Não importa se a moda da época se refere ao corpo, cabelos ou estilo de vida, se você não se enquadra…vira ET.

Nos últimos anos, foi um boom a questão do corpo perfeito, que era nada mais que barriga definida, ou melhor, abdômen negativo, bumbum grande, durinho e virado pra lua, pernas saradas e cabelo longo e liso. Ou então o oposto disso, aquele mulher magérrima, estilo modelo, loura e sem “defeito” algum. Ou seja, nada contra essas mulheres, porque elas são realmente bonitas, mas a maioria das mortais não se encaixa nesse tipo. E, será que todas nós somos esquisitas e feias? Bem, achamos que somos.

Eu sempre tive perna grossa, quadril largo, seios grande e cabelo nem ondulado nem liso escorrido, sempre o meio termo. E inúmeras vezes me senti feia, estranha, gorda obesa e que todos iriam me olhar de forma crítica. Chorei muitas e muitas vezes e em muitas outras sentia vergonha de mim e incapaz.

Enfim, tudo isso que escrevi é pra mostrar que hoje, depois de muitos anos de sofrimento, aprendi a me aceitar e me amar e me respeitar como sou.

Nos últimos 3 anos passei por muitas coisas que me colocaram ainda mais pra baixo. Sofri 2 abortos espontâneos, o que mexe demais com a cabeça de qualquer mulher. Me senti incapaz, feia, menos mulher e por aí vai. Uns meses depois do último aborto, sofri um acidente onde rompi os ligamentos dos 2 tornozelos. Isso mesmo, dos 2!!! Consequência, 1 mês numa cadeira de rodas e usando botas robocop e dependendo de todos pra fazer qualquer coisa, porque nem ir ao banheiro eu conseguia sozinha. depois mais cerca de 8 meses de fisioterapia e sem estar liberada para qualquer tipo de atividade física. Claro que engordei e minha baixo estima só piorou. Eu que sempre fui agitada e me exercitava, estava longe de tudo. Perdi namorado de mais de 8 anos (não por conta disso, até porque ele sempre me apoiou em tudo, mas sim outros motivos que não vem ao caso) e trabalho em que estava há mais de 7 anos.

Pois bem, tudo isso ao mesmo tempo que foi horrível, fez um enorme bem à minha cabeça. Tive que mudar meu jeito de pensar. Vi que a vida tava me mostrando algo. Ou eu mudava ou mudava. Voltei a me exercitar, com isso meu humor e auto estima foram melhorando, pegava sol todos os dias (isso é algo que me faz muito bem, pois além de estar junto à natureza ficava bronzeada) e me esforçava ao máximo pra me dar a chance de sorrir.

Com isso, hoje me amo, me olho no espelho e tenho orgulho de mim mesma, estou um pouquinho acima do peso e ás vezes ainda me critico, mas me sinto bonita, me visto melhor, sempre coloco um batonzinho antes de sair à rua, fiz novos amigos, e passei a sorrir. Me redescobri. Mas confesso, a mudança não foi fácil não, mas foi fundamental.

Passei e ver também que eu não era a única que me sabotava e me auto criticava, mas que mulheres ao redor do mundo fazem as mesmas coisas e como todas sofrem. E vi também que a mídia passou a enxergar isso e a mudar a forma de pensar e de dar valor à um único tipo de beleza. Empresas como a Dove e Lojas Marisa volta e meia lançam campanhas e propagandas em que mostram que real beleza e falam que nós mulheres devemos nos amar como somos, sem tirar nem pôr. Programas da tv à cabo tem muitos programas que auxiliam mulheres a se verem diferentes. Eu nunca tinha visto tantas mulheres começando a assumirem seus cabelos crespos, ou exibindo suas barriguinhas nada saradas, tendo cabelo azul, rosa, ou seja lá o que for. Agradeço mesmo às empresas que estão nessa empreitada do amor e beleza real.

Com isso, resolvi juntar fotos de algumas amigas que se amam como são, que não dão valor às opiniões alheias e que são lindas!! Orgulho de todas elas.
amigas
E tenho orgulho de mim também por ter deixado pra trás o que os outros pensam e ser aquilo que eu sou e que eu quero que eu seja e isso me dá muitas forças pra seguir em frente e acreditar em mim de todas as formas.

Bjss

6 thoughts on “Aprendendo o valor do amor próprio

  1. Adorei o texto! E realmente muitas mulheres sofrem com esse padrão de beleza que a mídia impõe. Temos que aprender a nos amar como somos, sim! Muito mais felicidade para você! Bjo Grande :*

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